BASF aposta na digitalização para transformar o plantio e elevar produtividade
26 de novembro de 2025
A Agricultura 4.0 está deixando de ser tendência e se tornando realidade nas principais regiões produtoras do país. Prova disso são os resultados recentes apresentados pela BASF. Em experimentos conduzidos na safra 2023/24, a combinação da plataforma digital xarvio com sementes FiberMax trouxe um incremento médio de 10,2 arrobas por hectare em lavouras de algodão no Mato Grosso.
A tecnologia de semeadura em taxa variável utiliza dados históricos, mapas de produtividade, análises de solo e imagens de satélite para ajustar a densidade de plantio de acordo com o potencial de cada talhão. Isso permite que áreas mais férteis recebam maior população de plantas, enquanto regiões de menor desempenho sejam semeadas de forma mais racional, evitando desperdícios.
Segundo a BASF, as recomendações podem ser geradas em menos de 48 horas, o que facilita a operação e dá agilidade ao produtor no planejamento da safra. O grande diferencial está na sinergia entre o uso da inteligência digital e a genética adequada — no caso do algodão, as variedades FiberMax, reconhecidas pelo alto rendimento e estabilidade.
Resultados também em soja e milho
A digitalização do plantio não se limita ao algodão. Dados da BASF mostram ganhos médios de 2% a 3% na soja e até 4% no milho quando o manejo digital é aplicado de forma consistente. Produtores que já utilizam a plataforma relatam maior eficiência no uso de sementes, insumos e operações mecanizadas.
Hoje, a xarvio está presente em mais de 11 milhões de hectares no mundo, incluindo o Brasil, onde a ferramenta opera desde 2019. A empresa afirma que o objetivo é fornecer um pacote completo ao produtor, integrando sementes, biotecnologia, manejo e agricultura digital para construir lavouras mais produtivas e sustentáveis.
Digitalização além do plantio
A aposta da BASF em soluções digitais não se restringe à semeadura. A empresa oferece ferramentas para mapeamento de plantas daninhas, monitoramento inteligente da lavoura, apoio na tomada de decisão e até a integração com drones para aplicações mais precisas. O produtor ganha eficiência, reduz passadas de máquinas, diminui custos e minimiza impactos ambientais.
Com a pressão crescente por maior produtividade e sustentabilidade, tecnologias como a xarvio tendem a se tornar cada vez mais comuns no manejo agrícola. Para a BASF, o futuro do plantio está na união entre conhecimento agronômico, genética avançada e dados.
Este texto foi baseado em matéria original publicada pela Bloomberg Línea, produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artificial e teve todas as informações checadas por profissionais humanos.